Está programado para 25 de março, em Maringá, um congresso do Family Business Network (FBN). A entidade é formada por mais de três mil empresas de 45 países e tem o objeivo de, entre outras coisas, promover o desenvolvimento e a troca de experiências entre as empresas familiares visando preparar as futuras gerações para gerirem o negócio.
Acho esse tema bastante interessante. Não tenho em mãos os dados precisos, mas sei que no Brasil uma grande parte das empresas familiares fecha as portas quando uma nova geração assume o comando. Entre os fatores que contribuem para isso estão a falta de profissionalismo na gestão e a distribuição de funções não por competências, mas por grau de parentesco. Não que pessoas da família não devam assumir cargos importantes na empresa, pelo contrário. A questão é que antes de assumir uma função estratégica, a pessoa deve se preparar, estudar sobre a área, buscar conhecimento para desempenhar a função. Outro fator que prejudica principalmente as pequenas empresas familiares é confundir os recursos da empresa com recursos pessoais. Em muitas dessas empresas os proprietários sequer sabem quanto ganham. Ao invés de estabelecer um pro labore e adequar o padrão de vida àquela renda, retiram dinheiro diretamente do caixa da empresa conforme julgam necessário. Aí é questão de tempo paro o caixa entrar no vermelho e levar a empresa pro buraco.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
A imbecilidade da lei seca maringaense
Reproduzo aqui trechos do comentário que escrevi no blog do Marcelo Bulgarelli em 2008, quando foi aprovada a lei seca nas proximidades das faculdades e universidades de Maringá. A lei entrou em vigor ontem e a maior "contribuição" que trará vai ser o fechamento de estabelecimentos e o desemprego de muita gente.
"Me perdoem os reacionários e pseudo-moralistas, mas compartilho da idéia de que o bar próximo à faculdade representa uma extensão da sala de aula.
Durante os quatro anos que passamos no curso de Jornalismo o boteco na esquina da Faculdade Maringá foi tão importante para minha turma quanto o quadro negro e o xerox.
Impossível contar quantas vezes nos reunimos alí. Às vezes antes da aula, às vezes durante a aula, às vezes no intervalo e muitas vezes após a aula.
Naquelas mesas discutimos matérias vistas em sala, criticamos e elogiamos professores, compartilhamos nossa revolta com relação à certas atitudes da direção da faculdade. Discutimos política e religião. Falamos sobre sonhos e dramas pessoais. Manifestamos nossa apreensão com relação ao que encontraríamos pela frente depois da formatura, criamos projetos de trabalho, fizemos novos amigos e pudemos conhecer melhor os colegas com quem estudávamos.
Ninguém, absolutamente ninguém reprovou, deixou de pagar a faculdade ou não se tornou um bom profissional por culpa da cerveja no bar da esquina.
Agora lamentavelmente surgem alguns "legisladores" que provavelmente não passaram por tudo isso e não sabem que a formação cultural e acadêmica envolve uma série de outras questões que ultrapassam os limites físicos da instituição de ensino, e tomam uma atitude inconstitucional e autoritária, digna dos tempos da ditadura, como se isso fosse resolver o problema da violencia e do vandalismo na cidade.
Na minha opinião esta lei é o retrato perfeito da mentalidade retrógrada e provinciana que impera no Noroeste paranaense".
"Me perdoem os reacionários e pseudo-moralistas, mas compartilho da idéia de que o bar próximo à faculdade representa uma extensão da sala de aula.
Durante os quatro anos que passamos no curso de Jornalismo o boteco na esquina da Faculdade Maringá foi tão importante para minha turma quanto o quadro negro e o xerox.
Impossível contar quantas vezes nos reunimos alí. Às vezes antes da aula, às vezes durante a aula, às vezes no intervalo e muitas vezes após a aula.
Naquelas mesas discutimos matérias vistas em sala, criticamos e elogiamos professores, compartilhamos nossa revolta com relação à certas atitudes da direção da faculdade. Discutimos política e religião. Falamos sobre sonhos e dramas pessoais. Manifestamos nossa apreensão com relação ao que encontraríamos pela frente depois da formatura, criamos projetos de trabalho, fizemos novos amigos e pudemos conhecer melhor os colegas com quem estudávamos.
Ninguém, absolutamente ninguém reprovou, deixou de pagar a faculdade ou não se tornou um bom profissional por culpa da cerveja no bar da esquina.
Agora lamentavelmente surgem alguns "legisladores" que provavelmente não passaram por tudo isso e não sabem que a formação cultural e acadêmica envolve uma série de outras questões que ultrapassam os limites físicos da instituição de ensino, e tomam uma atitude inconstitucional e autoritária, digna dos tempos da ditadura, como se isso fosse resolver o problema da violencia e do vandalismo na cidade.
Na minha opinião esta lei é o retrato perfeito da mentalidade retrógrada e provinciana que impera no Noroeste paranaense".
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Velhice infeliz
Telemarketing irritante
Se tem algo mais irritante que o tal do telemarketing eu ainda não conheço. Ligam em horários inapropriados para oferecer produtos que você não precisa ou então pra pedirem doações pra entidades que você sequer conhece. Você atende, eles sequer perguntam se temos disponibilidade para atendê-los naquele momento. Desembestam a falar sem parar, não dão tempo pra gente se manifestar. Esses dias deixei a diplomacia de lado e mostrei meu lado mais estúpido para uma pessoa da LBV que insistia em me fazer patrocinar um kit escolar pra uma criança. Longe de mim achar que crianças carentes não mereçam apoio para estudar. O fato é que costumo fazer minhas doações assistenciais de forma mais dirigida, para pessoas que eu ou alguém próximo de mim, conheça a real necessidade. Só que meus argumentos parece que de nada valiam e a cada negativa a moça baixava o valor da doação. Parecia até que eu estava negociando uma mercadoria com um camelô paraguaio. Depois dessa minha paciência esgotou. Assim que tiver um tempo vou procurar o Procon e tentar bloquear meu telefone para esse tipo de chamada.
Rock'in Roll
Boa alternativa pra quem gosta de ouvir uma boa música e quer fugir o lixo musical que invadiu as rádios com o pseudônimo de “sertanejo universitário”: www.kissfm.com.br . Vinte e quatro horas por dia de puro rock. Lembra muito a antiga Alternativa (95,5) de Maringá, que no começo dos anos 90 era líder de audiência entre o público jovem (ô tempo bom...).
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Pra quem "é do ramo"
Conheci essa semana um blog que algumas pessoas criaram para falar sobre bares, botecos e restaurantes de Maringá. Trata-se do Quitutes & Acepipes. Percebi que o pessoal gosta muito de comer e beber, conhece do assunto e oferece boas dicas pra quem quer escolher uma das muitas opções de estabelecimentos etílicogastronômicos da Cidade Canção.
BBB (de novo)
Dias atrás comentei aqui sobre a minha repulsa aos reality shows, principalmente ao Big Brother. Continuo sem assistir o programa, mas pelo que andei lendo a respeito, parece que nesta edição a tônica gira das questões sexuais. Geralmente quando a TV passa usar esses artifícios é sinal de que a audiência está em baixa e o apelo sexual é uma ótima ferramenta pra atrair o público. Se isso estiver mesmo acontecendo podem esperar que o erotismo, ou como preferem os mais conservadores, a pornografia, vai aumentar. O BBB é altamente rentável e a Globo não vai querer perder essa fonte de renda assim tão fácil.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Correria
Muito assunto pra falar e pouco tempo pra escrever. As coisas estão corridas esses dias. Já imaginava que seria assim. Espero desenrolar tudo hoje e voltar ao ritmo de pelo menos uma postagem por dia.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Mais trabalho
Fui convidado para participar de dois projetos jornalísticos. A ideia é formatar tudo nas próximas semanas e começar os trabalhos logo após o carnaval. Se a coisa vingar (eu estou botando fé) vou matar a saudade de ir pra rua fazer entrevistas e fotografar. Vai dar trabalho e será corrido. Terei que fazer tudo depois do horário comercial e nos finais de semana. Ainda bem que quase tudo será feito aqui mesmo em Mandaguari. Se o resultado sair como estou pensando vai valer a pena.
Na passarela
Do jeito que as modelos estão ficando cada vez mais esqueléticas, os produtores de moda logo logo não precisarão mais delas. Bastará levar os cabides para a passarela.
Comunicação e imagem corporativa
Ontem assisti uma matéria sobre o fechamento de uma fábrica de cadernos em Astorga, que resultou em mais de cem desempregados. Até aí nada demais. Empresas nascem, algumas se perpetuam, mas a maioria um dia encerra as atividades. O que me chamou a atenção foi a maneira como os funcionários tomaram conhecimento do fechamento da fábrica. Alguns ficaram sabendo pela imprensa, outros pelos comentários nas ruas da cidade. A empresa, que no passado investiu muito em comerciais de rádio e TV e também em out-doors, não se deu ao trabalho de mandar um gerente ou mesmo de escrever uma carta para dizer aos funcionários que estava fechando a unidade. Isso gerou uma situação ruim para a imagem da empresa. Não pelo fechamento, mas pelo desrespeito com que a equipe foi tratada. Outro agravante é que a empresa recebeu incentivos para se instalar na cidade, portanto, tinha mais um motivo para ser transparente.
No entanto situações desse tipo não são raras no mundo dos negócios. Muitos empresários têm os olhos focados exclusivamente no mercado e se esquecem que o que acontece dentro de suas empresas causa impactos na sociedade. Quando esses impactos são positivos a imagem institucional se fortalece e ajuda no crescimento do negócio, mas quando os impactos são negativos ocorre o contrário.
No caso de Astorga, como o fechamento era inevitável, a empresa poderia ter atuado preventivamente no sentido de minimizar o desgaste da sua imagem. O primeiro passo deveria ter sido reunir os funcionários e colocar claramente o que estava acontecendo. Depois disso procurar a imprensa e comunicar oficialmente o fim das atividades e, principalmente os motivos que levaram a esta decisão. Feliz ninguém ficaria, mas com certeza a sociedade local iria entender que o fechamento ocorreria por motivo de força maior. No entanto, os gestores da empresa erraram ao não dar nenhuma satisfação. Com isso deixaram a impressão de se tratar de uma empresa que não respeita os funcionários e que recebeu incentivos públicos, mas depois deu as costas para a sociedade. Isso pode custar muito caro num mercado em que a cada dia a ética empresarial torna-se tão importante quando o atendimento, a qualidade e o preço dos produtos.
No entanto situações desse tipo não são raras no mundo dos negócios. Muitos empresários têm os olhos focados exclusivamente no mercado e se esquecem que o que acontece dentro de suas empresas causa impactos na sociedade. Quando esses impactos são positivos a imagem institucional se fortalece e ajuda no crescimento do negócio, mas quando os impactos são negativos ocorre o contrário.
No caso de Astorga, como o fechamento era inevitável, a empresa poderia ter atuado preventivamente no sentido de minimizar o desgaste da sua imagem. O primeiro passo deveria ter sido reunir os funcionários e colocar claramente o que estava acontecendo. Depois disso procurar a imprensa e comunicar oficialmente o fim das atividades e, principalmente os motivos que levaram a esta decisão. Feliz ninguém ficaria, mas com certeza a sociedade local iria entender que o fechamento ocorreria por motivo de força maior. No entanto, os gestores da empresa erraram ao não dar nenhuma satisfação. Com isso deixaram a impressão de se tratar de uma empresa que não respeita os funcionários e que recebeu incentivos públicos, mas depois deu as costas para a sociedade. Isso pode custar muito caro num mercado em que a cada dia a ética empresarial torna-se tão importante quando o atendimento, a qualidade e o preço dos produtos.
Camaleões
Comentário do jornalista Messias Mendes em seu blog:
“Olha só como o mundo é pequeno: nos anos 80 o então secretário da agricultura do Paraná, Osmar Dias, demitiu alguns funcionários da Seab por subversão e atitudes esquerdistas a favor do MST. Agora Osmar costura uma aliança com o PT, partido da maioria dos demitidos da época. Entre um dos simpatizantes do MST estava Walter Bianchini, atual secretário da Agricultura do Estado e elemento de proa da cúpula petista que pode ter em Dias o seu candidato a governador”.
A situação narrada pelo jornalista mostra como alguns políticos conseguem se transformar ideologicamente conforme a conveniência. Nada contra Osmar Dias e muito menos contra os petistas simpatizantes do MST. Porém é estranho vê-los prestes a selar uma aliança. Em1994, Osmar se elegeu senador pelo PP, partido que se originou da antiga ARENA, agremiação política que deu sustentação à ditadura militar, em seguida foi para o PSDB, sigla que provoca urticárias nos correligionários de Lula. Para completar, Osmar Dias sempre teve como marca registrada a defesa dos interesses do agronegócio no Congresso, segmento visto pelo MST e pelos petistas tradicionais como “o mau a ser combatido.
“Olha só como o mundo é pequeno: nos anos 80 o então secretário da agricultura do Paraná, Osmar Dias, demitiu alguns funcionários da Seab por subversão e atitudes esquerdistas a favor do MST. Agora Osmar costura uma aliança com o PT, partido da maioria dos demitidos da época. Entre um dos simpatizantes do MST estava Walter Bianchini, atual secretário da Agricultura do Estado e elemento de proa da cúpula petista que pode ter em Dias o seu candidato a governador”.
A situação narrada pelo jornalista mostra como alguns políticos conseguem se transformar ideologicamente conforme a conveniência. Nada contra Osmar Dias e muito menos contra os petistas simpatizantes do MST. Porém é estranho vê-los prestes a selar uma aliança. Em1994, Osmar se elegeu senador pelo PP, partido que se originou da antiga ARENA, agremiação política que deu sustentação à ditadura militar, em seguida foi para o PSDB, sigla que provoca urticárias nos correligionários de Lula. Para completar, Osmar Dias sempre teve como marca registrada a defesa dos interesses do agronegócio no Congresso, segmento visto pelo MST e pelos petistas tradicionais como “o mau a ser combatido.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Formatura
Participei, no último sábado, do jantar dançante promovido pelos formandos em Administração de Empresas da Fafiman. O evento foi realizado em Arapongas e quem compareceu certamente não está poupando elogios à turma pela bela festa que organizou. Entre 1993 e 1998 atuei como fotógrafo em empresas que cobrem formaturas. Nesse período trabalhei em inúmeros eventos em diversos Estados e confesso que ví poucas festas de tão alto nível como essa do curso de ADM. A turma está de parabéns. Ao invés da "muvuca" e da superlotação características dos bailes coletivos promovidos pela faculdade, a turma de ADM inovou, priorizando a organização e o conforto dos convidados. Acertaram em cheio. Já era tempo da Fafiman evoluir e fazer como na maioria das faculdades e universidades do país, onde as instituições se responsabilizam pela solenidade de colação de grau e deixam que as turmas promovam os bailes de acordo com seus gostos e possibilidades financeiras. Seria interessante se nos próximos anos outras turmas seguissem o exemplo.
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